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sexta-feira, 23 de julho de 2010

O Bolo Mármore - parte II


Já falei aqui sobre minha paixão por este bolo que mistura massa branca e massa de chocolate: o Bolo Mármore.

Mas como as coisas evoluem e nunca são como eram antes, decidi postar aqui uma nova receita para o bolo. Trata-se de uma receita que adaptei e me surpreendi com a fofura e sabor resultantes desta mistura perfeita.


No verão passado, com o calor infernal que fez no Rio, tive que fazer muitos sorvetes para suprimir a demanda da minha casa e da clientela calorenta da b'nice. Muitas receitas de sorvete levam gemas, o que acabou me causando um problema: quando percebi tinha mais de 15 claras congeladas no freezer, e elas não paravam de chegar. Haja merengue para tanta clara! Para resolver este problema pedi ajuda para a minha avó. Perguntei se ela tinha alguma receita de bolo que levasse apenas claras e a resposta dela foi "não tenho, mas vou procurar na internet." Genial! Vovó-Cyber! Hahaha, nem tanto. Ela pediu para o meu tio pesquisar e algumas horas depois recebi a receita via email.


Depois de dois ou três testes cheguei à esta receita, muito fofa, macia, molhadinha... Misturei o chocolate em pó na etapa final e deu tudo certo. Meu medo era que misturando o chocolate eu perderia e o aerado das claras em neve, mas basta mexer com delicadeza e firmeza - pouco movimentos precisos - que nada se perde.
Já assei ele marmorizado em pequenos bolinhos e também separado, em uma forma linda de flor que comprei há um tempinho mas nunca havia usado.


Meu marido, meus irmãos e meus vizinhos aprovaram!



Receita de Bolo de Claras


150 gr de manteiga
3 xícara de farinha de trigo
2 xícara de açúcar
1 xícara de leite
1/2 xícara de chocolate em pó
1 col. (café) essência de baunilha
1 col. (sopa) de fermento químico em pó
1 col. (café) de sal
6 unidades de clara de ovo

Preaqueça o forno. Unte e enfarinhe uma forma média. Bata as claras em neve com sal e reserve. Misture o açúcar com a manteiga e bata até ficar um creme claro. Reserve. Misture o leite, a baunilha, a farinha e o fermento. Junte ao creme de manteiga. Adicione as claras já batidas misturando suavemente. Separe a massa em duas porções iguais, em uma delas adicione o chocolate peneirado, misturando suavemente.
Despeje as massas na forma untada usando a criatividade, desenhe círculos com um palito ou faça desenhos misturando um pouco as duas massas. Asse por mais ou menos 35 minutos, até que um palito inserido no centro do bolo saia limpo. Desenforme e polvilhe com açúcar de confeiteiro.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

4 de Julho


As comemorações pelos 50 anos do meu pai terminaram oficialmente ontem.
O aniversário dele foi no dia 30 de junho e eu fiz dois bolos para a festa, um de chocolate com ganache e um branco com doce de leite e côco.




Desde o começo no ano, quando fiz o Opera Cake, meu pai vive insistindo para eu fazer de novo. Ele não é muito fã de doces, não gosta de manteiga e nem de chocolate ao leite - só come do 70% em diante. Então o Opera Cake é o doce perfeito para ele, bem amargo, com gostinho de café e licor (eu uso o Tia Maria). Como dá muito trabalho, combinei que faria novamente em uma data especial, mas não podia ser no dia do aniversário dele, porque seria uma sobremesa muito pequena para a quantidade de gente na festa. Combinamos um almoço como desculpa para fazer o Opera Cake.





Eu recebo muitos newsletters de sites de receitas que me cadastrei e também de blogs que sigo. Com a comemoração da independência dos Estados Unidos se aproximando, comecei a receber emails e mais emails com receitas de hamburguers. O melhor de tudo eram as fotos! Tão suculentos...


Detalhe: sou vegetariana desde que nasci, meus pais passavam por uma fase macrobiótica (anos 80...) e não me deram carne quando eu era pequena. Depois eu não quis comer, achava estranho e um tanto bizzara a ideia de comer um bicho morto. Virei uma pré-adolescente ligada às causas ambientais, acompanhei de perto a Eco-92, vi imagens de abatedouros, admirei Gandhi, Chrissie Hynde, e muitos outros vegetarianos de causas nobres. Mas nunca fui aquela vegetariana chata que não frequenta churrascos ou que fica tentando convencer os outros a parar de comer carne. Sou 100% à favor do livre-arbítrio, cada um sabe o que faz, o carma que carrega e o que quer carregar. Mas eu não como carne. Passei a comer peixes e frutos do mar aos 18 anos, quando morando sozinha tive uma anemia profunda e o médico praticamente me obrigou a comer peixe e frango. O frango eu larguei logo depois, mas o peixe faz parte da minha dieta hoje em dia, 1 ou 2 vezes por semana eu como algum peixe ou fruto do mar.



Voltando ao 4 de julho, vendo todas aquelas fotos de hamburguers suculentos, me deu uma vontade repentina de experimentar um hamburguer! Um bem feito, alto, de qualidade. Dois dos meus três irmãos são super carnívoros e meu marido faz um hamburguer que, segundo eles, é um dos melhores do mundo. A receita é do meu cunhado Denis e já ficou famosa na família. Decidimos fazer um almoço de hamburguer no domingo, único dia que todos podiam. Só depois percebemos que era 4 de julho! Melhor jeito para comemorar a independência norte-americana! E a sobremesa seria o Opera Cake!




Só para constar, eu comi um hamburguer inteiro e adorei! Não passei mal depois - esse era o medo de toda a família, hahaha. Pelo contrário, passei muito bem!


Segue a receita do meu cunhado com as alterações do meu marido, para quem quiser tentar em casa. Não precisa ter churrasqueira, dá pra fazer em uma frigideira bem quente, chapa ou grelha. A receita da Maionese complementa muito bem e tb é facílima, quem me passou foi minha cunhadinha.

Hamburguer do Denis

Calcular 300g de carne por pessoa, sempre sobra um pouco mas nunca falta. Sendo 60% de Alcatra sem gordura e 40% de Picanha com a gordura separada. Pedir para o açougueiro moer a carne uma vez e a gordura duas vezes na máquina. Depois pode juntar tudo. (Para 10 pessoas usamos 1,8Kg Alcatra e 1,2Kg Picanha)
Para cada Kg de carne:
1 cebola grande
2 colheres (sopa) de Sal
150 ml de Azeite
Pimenta do Reino

Processa as cebolas e seca com pano de prato para tirar o excesso de água. Mistura tudo e faz os hamburguers de 150g com a mão. Assar na churrasqueira ou grelhar no fogo alto.


Maionese da Grá


1 Ovo
1 pitada de Sal
1 dente de Alho
1 col. sobremesa de Mostarda
1 col. café de Limão (suco)
Pimenta do Reino à gosto
Azeite

Bate tudo no liquidificador e vai colocando um fio de Azeite até ficar no ponto, consistência de maionese.

domingo, 23 de maio de 2010

O Bolo de Natal


Na sexta feira eu estava morta de cansaço. Tinha me deitado na cama as 2h45 na véspera - por conta das encomendas para a sexta - e levantado as 7h. Passei o dia inteiro pensando em como seria bom tirar um cochilo, de meia-hora que fosse, lá pelas 19h, quando teria acabado as tarefas do dia e poderia deitar sem culpa.

Mas minha irmã de 11 anos me ligou dizendo que teria que passar algumas horinhas na minha casa, enquanto minha mãe resolvia alguma coisa. A primeira pergunta que ela me fez quando chegou em casa foi: o que a gente vai fazer? Fui sincera e disse que estava muito cansada e que pretendia tirar uma soneca, se ela não se importasse. Mas a carinha dela de despontada me deu muita dó. "Que tédio, cara!" ela soltou, numa dessas frases muito típicas de adolescente que eu amo. Me lembrei de como eu ficava entediada quando tinha a idade dela e como isso era ruim, e como eu gostaria de ter tido uma irmã mais velha pra me ajudar nesses momentos monótonos... Mas eu era filha única nessa altura do campeonato.

Enfim, decidi optar pela boa ação e ser altruista neste fim de tarde de sexta-feira. Ok, vamos fazer alguma coisa! O que? Um bolo! Óbvio, cara! (Ela está com essa mania irritante de dizer "cara" a cada 5 palavras). Mas tinha que ser um bolo fácil, cara. Tipo, eu vou lendo a receita aqui do sofá e você vai fazendo.

Nessa hora tocou a campainha de casa. Era a Maria Clara, filha da Tite (minha sócia), que tem um ou dois anos a mais do que a Maria, minha irmã. As duas decidiram fazer o bolo na forma que comprei essa semana já ansiosa para o Natal. É uma forma de árvore de natal e eu comprei porque este ano, pela primeira vez, o natal vai ser aqui na minha casa. Grande responsabilidade. Mas voltando ao bolo de sexta-feira, escolhemos uma receita do livro do Pierre Hermé que eu amo, é a primeira receita do livro e a foto é daquelas que todo mundo quando olha solta alguma expressão do tipo "Hmmmm" ou "Noooossa!".


As meninas fizeram quase tudo sozinhas. Corujices à parte, elas levam jeito para a coisa.


Quando o bolo saiu do forno ficamos as três emocionadas, estava lindo, parecia um brownie com aquela capinha lisa de chocolate brilhante. Mais emoção ainda quando desenformamos, deu tudo certo!


Agora a parte divertida. Peguei a caixinha aonde guardo os corantes que minha sogra me deu. Quase nunca uso, porque acho um pouco artificial demais... Mas as meninas adoraram brincar com as cores! Uma pena que eu não tinha verde verde, só verde limão e isso deixou a nossa árvore com uma cara meio "tropical".





E como elas estão nessa fase super NEON, amaram nossa árvore fluorescente.
Com o glace preparado que sobrou elas aproveitaram para fazer carinhas nos cupcakes que eu tinha em casa. Ficaram fofos!


Segue a receita do bolo para quem quiser se deliciar com o bolo mais fácil do mundo. Eu pensava que o bolo mais fácil era o "1,2,3" da vovó, mas esse aqui bateu todos os recordes.

Suzy's Cake
Pierre Hermé

250g chocolate meio amargo de boa qualidade, finamente picado
250g manteiga sem sal em temperatura ambiente
200g açucar
4 ovos grandes em temperatura ambiente
70g farinha de trigo

Pré-aqueça o forno a 180ºC e unte uma forma redonda de 24cm.
Derreta o chocolate em banho maria ou no microondas e deixe esfriar um pouco.
Bata a manteiga e o açucar. Adicione os ovos, um por vez.
Em velocidade baixa, acrescente o chocolate derretido e depois a farinha.
Asse por 30 minutos aproximadamente. Uma faca inserida no centro deve sair levemente "suja" de massa, é este o ponto do bolo, cuidado para não assar demais e ressecar.

Bom apetite!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Iglu

Há dois ou três anos atrás fui para Paris com meu marido e minha família. Certa noite, fazia muito frio, fomos jantar na agradável companhia do mestre Claude Troisgros, sua mulher Clarisse e os dois filhos dela. Fomos ao restaurante de um amigo do Claude, aonde, nunca me esqueço, comemos um peixe maravilhoso que vinha enterrado em sal grosso. (Na verdade eu e minha madrasta pedimos uma sopinha com massa sensacional, mas o que ficou na memória da família foi o peixe mesmo). O garçom trazia aquele "iglu" de sal e com muita delicadeza ia quebrando a grossa camada e retirando junto com ela a pele do peixe - depois o Claude nos contou que é preciso fazer uma mistura de gemas no sal para ele grudar daquela forma. E como mágica o peixe ia aparecendo, muito perfumado, muito fresco e bem molhadinho, porque o sal evita que a umidade saia do peixe enquanto ele assa no forno. Foi um jantar dos Deuses! E nós ficamos com essa imagem da caverninha de sal na cabeça por muito tempo.

Essa semana eu e meu marido estávamos em casa, com fome - pra variar - e pensando no que poderíamos inventar para o jantar. Começei a preparar uma massa com o que tinha na geladeira: shitake, alho poró, shoyo, creme de leite.



De repente percebi que ele estava aprontando alguma, pegou minha forminha de mini-bolo em formato de coração (porque era a menor da casa), forrou com papel alumínio, encheu de sal grosso e enterrou ali dois rabanetes. Deixou no forno por meia hora, e quando estávamos já saboreando meu espaguete improvisado - que aliás ficou muito bom - ele apareceu com a forminha saindo do forno. Me lembrei na hora daquele iglu maravilhoso de Paris e fiquei até emocionada.


Abrimos os rabanetes e, para nossa surpresa, eles estavam fantásticos! Ficaram macios, derretendo na boca. Eu nunca havia comido rabanete desta forma, só cru em rodelas fininhas na salada. Mas assado no sal grosso ele foi elevado para um outro patamar. Para completar colocamos um pouquinho de manteiga - sempre ela! - e sal nos rabanetes, ficaram realmente deliciosos! E lindos, pareciam duas metades de um coração (que romântico!).


Falando em banquetes e comida salgada, meus amigos queridos Caca e Katia Faro, famosos entre a família e os amigos pelos banquetes maravilhosos, estão agora com um serviço de Gastronomia em Casa. Você encomenda algum dos pratos divinos quando for servir um jantar ou almoço em casa e eles entregam tudo prontinho para servir. Falo por experiência própria: eles mandam muito bem na cozinha! Indico de olhos fechados - e boca aberta!

E finalmente, atendendo à pedidos, segue a receita que usei na massa do Bolo Oreo. É uma receita diferente, que leva iogurte e café, mas por isso mesmo o bolo fica com um gostinho bem especial! Boa Sorte!


SoNo Chocolate Ganache Cake
(adaptado do livro "The SoNo Baking Company Cookbook")

Ganache
450g chocolate meio amargo finamente picado
450g chocolate amargo finamente picado
4 xícaras creme de leite
1/4 xícara mel (de boa qualidade)
1/2 col. (chá) de sal
1 fava de baunilha, aberta ao meio
OU 1 col. (sopa) extrato de baunilha

Bolo de Chocolate
2 xícaras de farinha de trigo
1 1/3 xícaras cacau em pó sem açucar (de boa qualidade)
2 2/3 xícaras açucar granulado
1 1/2 col. (chá) fermento em pó
2 1/2 col. (chá) bicarbonato de sódio
1/2 col. (chá) sal
4 ovos grandes
2 col. (chá) extrato de baunilha
11 col. (sopa) manteiga sem sal, derretida
1 1/3 xícara café coado
1 1/3 xícara buttermilk (eu usei 2/3 iogurte e 1/3 leite, quando tenho dúvidas sobre este assunto consulto o post definitivo da Ana Elisa do La Cucinetta)

Para fazer a Ganache, misture creme de leite, mel, sal e as sementes da baunilha (se estiver usando a fava), colocando a fava na mistura depois de raspar. Ferva a mistura e jogue no chocolate picado. Espere 5 minutos para o chocolate derreter e misture até ficar homogêneo. Peneire em uma tigela, descartando a fava (se usando) ou acrescentando o extrato de baunilha. Cubra com plástico e espere até pegar ponto (mais ou menos 6 horas em temperatura ambiente ou 2 horas na geladeira, mexendo a cada meia hora).

Pré-aqueça o forno a 180º e unte 2 formas redondas de aproximadamente 22cm de diâmetro com manteiga e chocolate em pó.
Misture na batedeira: farinha, cacau, açucar, fermento, bicarbonato e sal. Adicione os ovos, baunilha, manteiga derretida, buttermilk e café.
Despeje nas formas e asse por 35 a 40 minutos.

Depois de esfriar, é só montar o bolo: uma camada de massa, uma de ganache, mais uma de massa e cobrir tudo com a Ganache. Bom Apetite!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Oreo

Na sexta-feira meu irmão mais novo - o mais velho deles - fez 15 anos. Eu queria dar um presente legal, mas como o $ estava curto tive que optar por algo criativo e diferente... Tarefa difícil quando se trata de um aniversariante adolescente. Minha sorte é que ele é um garoto muito simples, zero materialista. Gosta de jogar bola, assistir jogo de futebol, ver televisão comendo biscoito... Aliás, meu irmão ama biscoito, de todos os doces que faço o preferido dele é o cookie choc chip.


Minha irmã mais nova me lembrou que minha vizinha, amiga querida e agora sócia, Tite, tem uma forma de bolo muito legal, são duas metades de Oreo gigantes. Minha irmã ficou fascinada com a idéia de fazermos um bolo que fosse um Oreo gigante!


Decidi então fazer este bolo como presente para o meu irmão. A massa do bolo deveria ser bem escura para ficar parecendo um Oreo, e e recheio poderia ser algum tipo de buttercream ou alguma outra coisa que ficasse branquinha. Minha irmã sugeriu um recheio de sorvete de vanilla e achei a idéia genial. Meu irmão também ama sorvete de creme. Além do que o geladinho do sorvete combina muito mais com o nosso clima carioca-tropical do que o "manteigoso" buttercream.



Preparei tudo na véspera, o sorvete para ficar firme na forma de silicone - por sorte minha forma de sorvete tinha a mesma largura das formas do bolo - e o sorvete para passar a noite na geladeira e assim ficar mais denso, de forma que não despedaçasse quando fosse montado e depois fatiado. Fiz uma receita de bolo que fica muito bem na geladeira, daquelas que vai ficando melhor com o passar dos dias, mais molhadinha e saborosa.


Com a sobra da massa fiz cupcakes, acrescentando pedaços de Negresco nas forminhas antes de levá-las ao forno, assim manteria o mesmo "tema" para o parabéns com a família.


O bolo foi um sucesso no aniversário! Meu irmão amou o presente (não acreditou que eu mesma havia feito, ficava perguntando "mas foi você que fez??") e todo mundo comeu falando "hmmmmmm". Tem alguma coisa melhor do que ouvir isso quando comem algo que você fez?


sexta-feira, 9 de abril de 2010

Opera Cake

Meu marido estava me pedindo para fazer um Opera Cake para ele há algumas semanas (ou meses?). Depois de ver uma foto deste bolo em camadas no blog do David Lebovitz ele ficou simplesmente obcecado com a imagem, sem nunca ter provado. Chegou a me mandar uma receita por email para me lembrar do seu pedido.


Imprimi a receita que ele pegou no Epicurious e me meti na cozinha. Na verdade tive que voltar ao computador algumas vezes para converter medidas e até para checar alguns termos em inglês que eu nunca havia lido em receitas.



À primeira vista a receita parece bem complicada, até porque eu nunca vi este bolo na minha frente, só em fotos na internet. São 4 itens que formam as camadas da sobremesa: um almond sponge cake - espécie de pão-de-ló com farinha de amêndoas, que por sinal não encontrei no Rio e portanto tive que improvisar processando as amêndoas com açucar de confeiteiro -, um xarope de café, um buttercream de café e um glacê de chocolate. Mas cada parte é bem simples, então é uma receita trabalhosa mas não é tão complicada quanto parece.






Como estava meio sem tempo tive que fazer o bolo em um dia e os outros 3 itens no dia seguinte, mas isso não alterou em nada a receita original. Meu único erro foi ter cortado o bolo em vários retângulos, como eu havia visto nas fotos, porque a receita que peguei estava com uma parte faltando e só fui reparar nisso depois de ter terminado tudo, quando li os reviews no site. Aliás, essa foi uma boa lição: leia sempre os comentários antes de começar a preparar a receita. Neste caso algum santo postou o parágrafo que estava faltando, que explicava justamente como cortar o bolo em 2 quadrados e 2 retângulos, e não em 14 retângulos como eu fiz. Mas no final das contas acabou dando tudo certo.



É uma sobremesa muito bonita (os meus ficaram meio tortinhos porque exagerei na generosidade das camadas, mas da próxima vez ficarão lindos!) e deliciosa, vale a pena todo o trabalho.
E a melhor parte é que meu marido amou, ai dele se não gostasse...