domingo, 23 de maio de 2010

O Bolo de Natal


Na sexta feira eu estava morta de cansaço. Tinha me deitado na cama as 2h45 na véspera - por conta das encomendas para a sexta - e levantado as 7h. Passei o dia inteiro pensando em como seria bom tirar um cochilo, de meia-hora que fosse, lá pelas 19h, quando teria acabado as tarefas do dia e poderia deitar sem culpa.

Mas minha irmã de 11 anos me ligou dizendo que teria que passar algumas horinhas na minha casa, enquanto minha mãe resolvia alguma coisa. A primeira pergunta que ela me fez quando chegou em casa foi: o que a gente vai fazer? Fui sincera e disse que estava muito cansada e que pretendia tirar uma soneca, se ela não se importasse. Mas a carinha dela de despontada me deu muita dó. "Que tédio, cara!" ela soltou, numa dessas frases muito típicas de adolescente que eu amo. Me lembrei de como eu ficava entediada quando tinha a idade dela e como isso era ruim, e como eu gostaria de ter tido uma irmã mais velha pra me ajudar nesses momentos monótonos... Mas eu era filha única nessa altura do campeonato.

Enfim, decidi optar pela boa ação e ser altruista neste fim de tarde de sexta-feira. Ok, vamos fazer alguma coisa! O que? Um bolo! Óbvio, cara! (Ela está com essa mania irritante de dizer "cara" a cada 5 palavras). Mas tinha que ser um bolo fácil, cara. Tipo, eu vou lendo a receita aqui do sofá e você vai fazendo.

Nessa hora tocou a campainha de casa. Era a Maria Clara, filha da Tite (minha sócia), que tem um ou dois anos a mais do que a Maria, minha irmã. As duas decidiram fazer o bolo na forma que comprei essa semana já ansiosa para o Natal. É uma forma de árvore de natal e eu comprei porque este ano, pela primeira vez, o natal vai ser aqui na minha casa. Grande responsabilidade. Mas voltando ao bolo de sexta-feira, escolhemos uma receita do livro do Pierre Hermé que eu amo, é a primeira receita do livro e a foto é daquelas que todo mundo quando olha solta alguma expressão do tipo "Hmmmm" ou "Noooossa!".


As meninas fizeram quase tudo sozinhas. Corujices à parte, elas levam jeito para a coisa.


Quando o bolo saiu do forno ficamos as três emocionadas, estava lindo, parecia um brownie com aquela capinha lisa de chocolate brilhante. Mais emoção ainda quando desenformamos, deu tudo certo!


Agora a parte divertida. Peguei a caixinha aonde guardo os corantes que minha sogra me deu. Quase nunca uso, porque acho um pouco artificial demais... Mas as meninas adoraram brincar com as cores! Uma pena que eu não tinha verde verde, só verde limão e isso deixou a nossa árvore com uma cara meio "tropical".





E como elas estão nessa fase super NEON, amaram nossa árvore fluorescente.
Com o glace preparado que sobrou elas aproveitaram para fazer carinhas nos cupcakes que eu tinha em casa. Ficaram fofos!


Segue a receita do bolo para quem quiser se deliciar com o bolo mais fácil do mundo. Eu pensava que o bolo mais fácil era o "1,2,3" da vovó, mas esse aqui bateu todos os recordes.

Suzy's Cake
Pierre Hermé

250g chocolate meio amargo de boa qualidade, finamente picado
250g manteiga sem sal em temperatura ambiente
200g açucar
4 ovos grandes em temperatura ambiente
70g farinha de trigo

Pré-aqueça o forno a 180ºC e unte uma forma redonda de 24cm.
Derreta o chocolate em banho maria ou no microondas e deixe esfriar um pouco.
Bata a manteiga e o açucar. Adicione os ovos, um por vez.
Em velocidade baixa, acrescente o chocolate derretido e depois a farinha.
Asse por 30 minutos aproximadamente. Uma faca inserida no centro deve sair levemente "suja" de massa, é este o ponto do bolo, cuidado para não assar demais e ressecar.

Bom apetite!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Iglu

Há dois ou três anos atrás fui para Paris com meu marido e minha família. Certa noite, fazia muito frio, fomos jantar na agradável companhia do mestre Claude Troisgros, sua mulher Clarisse e os dois filhos dela. Fomos ao restaurante de um amigo do Claude, aonde, nunca me esqueço, comemos um peixe maravilhoso que vinha enterrado em sal grosso. (Na verdade eu e minha madrasta pedimos uma sopinha com massa sensacional, mas o que ficou na memória da família foi o peixe mesmo). O garçom trazia aquele "iglu" de sal e com muita delicadeza ia quebrando a grossa camada e retirando junto com ela a pele do peixe - depois o Claude nos contou que é preciso fazer uma mistura de gemas no sal para ele grudar daquela forma. E como mágica o peixe ia aparecendo, muito perfumado, muito fresco e bem molhadinho, porque o sal evita que a umidade saia do peixe enquanto ele assa no forno. Foi um jantar dos Deuses! E nós ficamos com essa imagem da caverninha de sal na cabeça por muito tempo.

Essa semana eu e meu marido estávamos em casa, com fome - pra variar - e pensando no que poderíamos inventar para o jantar. Começei a preparar uma massa com o que tinha na geladeira: shitake, alho poró, shoyo, creme de leite.



De repente percebi que ele estava aprontando alguma, pegou minha forminha de mini-bolo em formato de coração (porque era a menor da casa), forrou com papel alumínio, encheu de sal grosso e enterrou ali dois rabanetes. Deixou no forno por meia hora, e quando estávamos já saboreando meu espaguete improvisado - que aliás ficou muito bom - ele apareceu com a forminha saindo do forno. Me lembrei na hora daquele iglu maravilhoso de Paris e fiquei até emocionada.


Abrimos os rabanetes e, para nossa surpresa, eles estavam fantásticos! Ficaram macios, derretendo na boca. Eu nunca havia comido rabanete desta forma, só cru em rodelas fininhas na salada. Mas assado no sal grosso ele foi elevado para um outro patamar. Para completar colocamos um pouquinho de manteiga - sempre ela! - e sal nos rabanetes, ficaram realmente deliciosos! E lindos, pareciam duas metades de um coração (que romântico!).


Falando em banquetes e comida salgada, meus amigos queridos Caca e Katia Faro, famosos entre a família e os amigos pelos banquetes maravilhosos, estão agora com um serviço de Gastronomia em Casa. Você encomenda algum dos pratos divinos quando for servir um jantar ou almoço em casa e eles entregam tudo prontinho para servir. Falo por experiência própria: eles mandam muito bem na cozinha! Indico de olhos fechados - e boca aberta!

E finalmente, atendendo à pedidos, segue a receita que usei na massa do Bolo Oreo. É uma receita diferente, que leva iogurte e café, mas por isso mesmo o bolo fica com um gostinho bem especial! Boa Sorte!


SoNo Chocolate Ganache Cake
(adaptado do livro "The SoNo Baking Company Cookbook")

Ganache
450g chocolate meio amargo finamente picado
450g chocolate amargo finamente picado
4 xícaras creme de leite
1/4 xícara mel (de boa qualidade)
1/2 col. (chá) de sal
1 fava de baunilha, aberta ao meio
OU 1 col. (sopa) extrato de baunilha

Bolo de Chocolate
2 xícaras de farinha de trigo
1 1/3 xícaras cacau em pó sem açucar (de boa qualidade)
2 2/3 xícaras açucar granulado
1 1/2 col. (chá) fermento em pó
2 1/2 col. (chá) bicarbonato de sódio
1/2 col. (chá) sal
4 ovos grandes
2 col. (chá) extrato de baunilha
11 col. (sopa) manteiga sem sal, derretida
1 1/3 xícara café coado
1 1/3 xícara buttermilk (eu usei 2/3 iogurte e 1/3 leite, quando tenho dúvidas sobre este assunto consulto o post definitivo da Ana Elisa do La Cucinetta)

Para fazer a Ganache, misture creme de leite, mel, sal e as sementes da baunilha (se estiver usando a fava), colocando a fava na mistura depois de raspar. Ferva a mistura e jogue no chocolate picado. Espere 5 minutos para o chocolate derreter e misture até ficar homogêneo. Peneire em uma tigela, descartando a fava (se usando) ou acrescentando o extrato de baunilha. Cubra com plástico e espere até pegar ponto (mais ou menos 6 horas em temperatura ambiente ou 2 horas na geladeira, mexendo a cada meia hora).

Pré-aqueça o forno a 180º e unte 2 formas redondas de aproximadamente 22cm de diâmetro com manteiga e chocolate em pó.
Misture na batedeira: farinha, cacau, açucar, fermento, bicarbonato e sal. Adicione os ovos, baunilha, manteiga derretida, buttermilk e café.
Despeje nas formas e asse por 35 a 40 minutos.

Depois de esfriar, é só montar o bolo: uma camada de massa, uma de ganache, mais uma de massa e cobrir tudo com a Ganache. Bom Apetite!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Oreo

Na sexta-feira meu irmão mais novo - o mais velho deles - fez 15 anos. Eu queria dar um presente legal, mas como o $ estava curto tive que optar por algo criativo e diferente... Tarefa difícil quando se trata de um aniversariante adolescente. Minha sorte é que ele é um garoto muito simples, zero materialista. Gosta de jogar bola, assistir jogo de futebol, ver televisão comendo biscoito... Aliás, meu irmão ama biscoito, de todos os doces que faço o preferido dele é o cookie choc chip.


Minha irmã mais nova me lembrou que minha vizinha, amiga querida e agora sócia, Tite, tem uma forma de bolo muito legal, são duas metades de Oreo gigantes. Minha irmã ficou fascinada com a idéia de fazermos um bolo que fosse um Oreo gigante!


Decidi então fazer este bolo como presente para o meu irmão. A massa do bolo deveria ser bem escura para ficar parecendo um Oreo, e e recheio poderia ser algum tipo de buttercream ou alguma outra coisa que ficasse branquinha. Minha irmã sugeriu um recheio de sorvete de vanilla e achei a idéia genial. Meu irmão também ama sorvete de creme. Além do que o geladinho do sorvete combina muito mais com o nosso clima carioca-tropical do que o "manteigoso" buttercream.



Preparei tudo na véspera, o sorvete para ficar firme na forma de silicone - por sorte minha forma de sorvete tinha a mesma largura das formas do bolo - e o sorvete para passar a noite na geladeira e assim ficar mais denso, de forma que não despedaçasse quando fosse montado e depois fatiado. Fiz uma receita de bolo que fica muito bem na geladeira, daquelas que vai ficando melhor com o passar dos dias, mais molhadinha e saborosa.


Com a sobra da massa fiz cupcakes, acrescentando pedaços de Negresco nas forminhas antes de levá-las ao forno, assim manteria o mesmo "tema" para o parabéns com a família.


O bolo foi um sucesso no aniversário! Meu irmão amou o presente (não acreditou que eu mesma havia feito, ficava perguntando "mas foi você que fez??") e todo mundo comeu falando "hmmmmmm". Tem alguma coisa melhor do que ouvir isso quando comem algo que você fez?


quarta-feira, 12 de maio de 2010

Descanso Merecido

Passei o último final de semana no sítio. A idéia era cozinhar, comer e dormir bastante, mas acabamos fazendo mais as duas últimas atividades do que a primeira, tamanho o cansaço. Na sexta a noite jantamos um queijo quente na estrada e no sábado almoçamos em um restaurante alemão da cidade.
No sábado a tarde meus sogros chegaram com a avó e a tia avó do meu marido. Como toda a família ama cozinhar, decidimos fazer uma nova receita de massa de pizza. Usamos a receita do livro "Italian Grill" do Mario Batali. Ficou maravilhosa!
Postei a receita logo abaixo, é uma pena que eu tenha esquecido de tirar fotos... Quando a pizza saiu do forno à lenha a única coisa que pensei foi em comer, hahaha. Segue uma fotinho do sítio, a única que tirei em todo o final se semana.
No domingo almoçamos a feijoada deliciosa que a avó do meu marido havia levado pronta, e os bolinhos de bacalhau divinos que ela faz, fritinhos na hora. Hmmm, já estou com vontade de voltar pra lá!


Mario Batali's Pizza Dough

Ingredients

Makes about 1 3/4 pounds

  • 3 1/4 cups all-purpose flour, plus extra for dusting
  • 2 teaspoons instant or rapid-rise yeast
  • 1 tablespoon salt
  • 1 tablespoon sugar
  • 1 cup warm water
  • 1/4 cup dry white wine, at room temperature
  • 2 tablespoons plus 1 teaspoon extra-virgin olive oil

Directions

  1. In a large bowl, combine the flour, yeast, salt, and sugar and mix well. Make a well in the center of the dry ingredients and add the warm water, wine, and olive oil. Using a wooden spoon, stir the wet ingredients into the dry until the mixture is too stiff to stir, then mix with your hands in the bowl until the dough comes together and pulls away from the sides of the bowl.
  2. Lightly dust a work surface with flour and turn the dough out. Knead gently, dusting the work surface lightly with more flour as necessary, for 5 minutes, or until the dough is smooth, elastic, and only slightly sticky.
  3. Oil a large clean bowl, add the dough, and turn to coat. Cover the bowl with plastic wrap or a kitchen towel, set in a warm part of the kitchen, and let the dough rise until doubled in size, about 1 hour.
  4. Punch down the dough, and it is ready to use.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Mais Pão...

Depois da bem-sucedida experiência com os pãezinhos de batata, resolvi tentar uma receita de Pão Integral que meu amigo John me passou há quase 1 ano atrás e estava guardada na pastinha "Receitas" do meu computador até hoje. É uma receita que o irmão dele que vive na França faz para as crianças. É muito fácil, só jogar tudo na máquina e deixar a tecnologia fazer o seu trabalho.


Porém a receita que o John me passou estava em inglês, com a tradução para o português feita no Google Translate logo abaixo. A conversão das medidas estava tão confusa que achei mais seguro seguir a receita original que o irmão dele escreveu.


Confesso que achei um pouco estranho o primeiro parágrafo das instruções: "Primeiro coloque o fermento biológico na máquina, depois adicione todos os ingredientes secos". Mas como estava testando a receita pela primeira vez, decidi fazer o que ela pedia. Normalmente me arrependo de não confiar na minha intuição, mas costumo seguir à risca uma receita quando a faço pela primeira vez. E como eu imaginei, deu tudo errado.


Quando a máquina apitou, fomos abrir com aquela expectativa de criança com brinquedo novo, o cheirinho do pão já invadira a casa há um tempo e a fome começava a despertar. Mas para nossa decepção o pão parecia uma pedra de cachoeira, compacto e solado.


Acho que a nossa sorte naquele momento foi não ter outro pão em casa, portanto não havia outra solução a não ser tentar mais uma vez, desta vez ouvindo a intuição. Misturamos o fermento à água morna - eu me lembrava de ter visto a minha sogra fazendo isso quando fazia pão certa vez - e o incorporamos junto ao azeite, depois dos ingredientes secos. Desta vez deu tudo certo, o pão ficou lindo e delicioso! Comemos quentinho com manteiga e café com leite acompanhando, recomendo!


Segue a receita. Boa sorte!

Breadmaker bread recipe

Ingredients:

13oz Bread Flour – I use 1/3 White and 2/3 Wholemeal at present, because the kids prefer that, but you can use 100% Wholemeal, or any other proportions.

2 oz of seeds – I make up a bulk mixture of sunflower, pumpkin, sesame and linseed, and then scoop out what I need. You can use any other mixture of edible seeds, or do without the seeds if you don’t have any or don’t like them.

½ - ¾ tsp salt (depending on how salty or not you want it, but bread always needs some salt, and less than ½ tsp is getting critical. I find ¾ tsp is plenty, although it is probably about half of the amount you would get in a commercial loaf).

1 tablespoon or so of cheap olive oil (you can use expensive instead, but it’s a waste as you can’t really taste the difference – save the expensive olive oil for dipping the bread in after you have made it – you can use other cooking oils instead if you want to, but I prefer olive).

¼ tsp dried yeast (re-seal and save the rest of the packet for the next several times - yeast goes a long way in the breadmaker compared to when you make bread by hand, esp if you are setting it to make bread overnight, when the yeast has longer to multiply while waiting for the process to start).

275ml water.

Method:

Put the yeast in the breadmaker first

Add all the dry ingredients

Add the oil and water

Turn on the breadmaker – I just use the basic white bread program on ours – I find that the wholemeal program on ours does not make as pleasant a loaf – if you want to you can specify medium loaf, dark crust, but it should also work fine on the default settings.

Eat and enjoy!

Lots of love

domingo, 25 de abril de 2010

Alice in Cookieland

Às vezes eu queria ser bem pequeninha para entrar dentro de um Cookie Jar...

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Primeiro Pão

Já tinha feito pão junto com a minha sogra. E também já havia feito o pão na máquina, aquele que você joga todos os ingredientes, escolhe a hora que quer o pão pronto e aperta o botão start.
Mas eu nunca tinha feito um pão de verdade sozinha. Não que o pão da máquina não seja pão, mas não é a mesma coisa do que quando você faz aquela bagunça na cozinha, farinha pra todos os lados, bate na massa, espera crescer, faz as bolinhas, espera crescer mais um pouco.
Fazer pão é muito divertido!



Eu já estava querendo começar a testar umas receitas faz tempo, mas hoje, lendo o blog da Annie, me deu um "cinco minutos" e decidi fazer os pãezinhos de batata lindos que ela descreve de um jeito que dá água na boca. Eu tinha todos os ingredientes em casa, havia comprado batata hoje cedo para fazer uma outra receita fantástica que vi ontem no programa Fresh na televisão, testei e aprovei, um purê de batatas diferente. Uma observação: se você for fazer o purê de batatas vai reparar que a receita pede crème fraîche, o delicioso creme de leite fresco francês, que até hoje eu não encontrei para vender pronto no Brasil. Sempre que leio crème fraîche, sour cream, buttermilk, em alguma receita corro para o post definitivo que a Ana do La Cucinetta escreveu explicando o que é cada um, como fazer em casa e como substituir. O problema é que eu precisaria ter começado a preparar o crème fraîche 8 horas antes. Então a solução foi fazer uma misturinha de creme de leite fresco com iogurte desnatado, ficou muito muito bom!





Bom, a receita do pão está em inglês. Vale a pena dedicar um tempinho para fazê-lo, é bem fácil e o tempo maior você passa esperando ele crescer. Boa sorte!


Potato Rolls
Yield: 16 rolls

Ingredients:
1 russet potato (big enough to make 1/2 cup mashed potato), peeled and chopped
1/3 cup unsalted butter, softened
2 tbsp. granulated sugar
1 tbsp. honey
1/2 tsp. salt
1 egg
1/2 cup milk, warmed
1 1/8 tsp. instant yeast
1/4 cup reserved potato water, lukewarm, with 1 teaspoon sugar added to it
2 1/2 – 3 cups flour (I used half all-purpose and half bread flour) *eu usei a farinha de trigo comum mesmo

Directions:
Boil potato until tender. Drain cooking water, reserving 1/4 cup for use in the rolls. Finely mash the potato and measure out 1/2 cup. Let cool to nearly room temperature.

In the bowl of a stand mixer fitted with the paddle attachment, mix together the mashed potato, butter, sugar, honey, salt and egg. Mix together on medium speed for about 2 minutes. Combine the yeast with the warm milk and reserved potato water, and pour into the mixer bowl. Mix on low speed until incorporated. Gradually add the flour, about 1/2 cup at a time, until a soft dough forms. Switch to the dough hook attachment on knead on low speed for 5 minutes, adding more flour if necessary to achieve a soft dough that is slightly tacky but not sticky. Transfer the dough to a lightly oiled bowl, turning once to coat. Cover with plastic wrap and let rise in a warm place until doubled in bulk, about 60-90 minutes.

Line a baking sheet with parchment paper. Turn the down out onto a lightly floured surface and punch it down. Separate into 16 equal pieces and shape into rolls. Place the rolls on the prepared baking sheet, about 1 1/2 inches apart. Sprinkle the rolls with a dusting of flour. Cover with a clean kitchen towel and let the dough rise again until the rolls have grown into each other, about 30-45 minutes. Meanwhile, preheat the oven to 400 degrees F.

Bake in the preheated oven for about 12 minutes, until golden. Serve warm.

sábado, 17 de abril de 2010

O Café da Manhã Perfeito

Para mim um café da manhã perfeito pode variar entre algo muito saudável e algo beeeem.... qual é o contrário de saudável? Maléfico? Enfim, algo com muita manteiga, creme de leite, que envolva frituras e, por que não?, chocolate.
O segredo de um café da manhã perfeito está no preparo e não nos ingredientes. Se você se levanta com disposição - e fome, o que para mim é cotidiano - e tem tempo para se dedicar à refeição que vai abrir o seu dia, então você já tem meio caminho andado para um bom café da manhã.


Quando não tenho pão em casa gosto de preparar uma tigela de iogurte com frutas bem picadinhas - você pode usar todas as frutas que tiver em casa, eu gosto de colocar morangos, uvas, banana, pêra e maça - castanhas e cereais como aveia, gérmen de trigo, linhaça. Um fiozinho de maple syrup e voilá, temos um belo desjejum!

Mas meu café da manhã favorito envolve uma receita de panquecas da minha sogra que não tem erro: todo mundo ama! E o melhor de tudo é que só leva aqueles ingredientes que você sempre tem em casa. Se não tiver maple syrup (xarope de bordo) pode usar mel que fica uma delícia também! Já passei essa receita para muitas amigas, vou postar abaixo, espero que gostem! Você pode servir com frutas vermelhas e peneirar um pouquinho de açucar de confeiteiro por cima que também fica muito gostoso.



Mas o meu café de hoje contou com pão na chapa com queijo minas, suco de tangerina e um bolinho de chocolate de sobremesa.


Ganhei este livro de receitas há pouco tempo, "The SoNo Baking Company Cookbook" e fiquei babando na foto do "SoNo Chocolate Ganache Cake". Decidi fazer ontem à noite, mas a ganache precisava ficar no mínimo 6 horas descansando. Preparei a primeira parte e finalizei a receita hoje de manhã. Ficou divino!


Falando em livros, ganhei também do meu marido o fantástico "Mastering the Art of French Cooking" da Julia Child. O livro é a bíblia para quem gosta de cozinhar, as receitas são muito bem explicadas, cada passo é super detalhado, não tem como errar. Fiz a sopa de cebola, ficou maravilhosa!!! E tem umas dicas muito legais, de como descascar, tirar o cheiro da mão depois, como escolher na hora de comprar, enfim, no momento é o meu livro de cabeceira, leio todas as noites antes de dormir. E é claro, sonho com comida!


Ontem estava meio sem criatividade para fazer o jantar. Dei uma folheada no livro e misturando uma parte de receita daqui com outra parte de lá, saiu esse delicioso espaguetti com molho de alho-poró, cebola e palmito ao vinho branco, com um pouquinho de manteiga e creme de leite.



Receita de Panqueca da Sogra

1 1/4 xic. farinha de trigo
1 pitada de sal - menos do que uma colher de café
3 colh. (sopa) de açucar não muito cheias
2 colh. (chá) fermento em pó

Peneire os secos. Em outra tigela misture

1 xic. leite
1 ovo

Bata os dois. Acrescente

1 colh. (chá) essência de baunilha
2 colh. (sopa) óleo de girassol - ou soja

Misture os líquidos com os secos.
Aqueça uma panquequeira ou frigideira grande e espalhe com papel toalha um fio de óleo. Com uma concha pequena despeje um círculo no centro da frigideira, ou dois círculos separados se estiver usando a panquequeira - é uma frigideira plana e quadrada, eu acho um utensílio fantástico para se ter na cozinha. Quando começarem a borbulhar e você perceber que a parte de baixo está levemente dourada, vire com cuidado para não espalhar quando jogar na frigideira no lado cru. Assim que a parte de baixo dourar, coloque em um prato e passe manteiga na parte de cima. Vá empilhando as panquecas, sempre passando um pouco de manteiga entre uma e outra.
Obs. a primeira sempre fica ruim...


Sugestão para servir: faça uma pilha com umas três panquecas e coloque uma colher de maple syrup por cima, deixando escorrer pelos lados. Coma ainda quente. Hmmmmmm. Bom apetite!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Opera Cake

Meu marido estava me pedindo para fazer um Opera Cake para ele há algumas semanas (ou meses?). Depois de ver uma foto deste bolo em camadas no blog do David Lebovitz ele ficou simplesmente obcecado com a imagem, sem nunca ter provado. Chegou a me mandar uma receita por email para me lembrar do seu pedido.


Imprimi a receita que ele pegou no Epicurious e me meti na cozinha. Na verdade tive que voltar ao computador algumas vezes para converter medidas e até para checar alguns termos em inglês que eu nunca havia lido em receitas.



À primeira vista a receita parece bem complicada, até porque eu nunca vi este bolo na minha frente, só em fotos na internet. São 4 itens que formam as camadas da sobremesa: um almond sponge cake - espécie de pão-de-ló com farinha de amêndoas, que por sinal não encontrei no Rio e portanto tive que improvisar processando as amêndoas com açucar de confeiteiro -, um xarope de café, um buttercream de café e um glacê de chocolate. Mas cada parte é bem simples, então é uma receita trabalhosa mas não é tão complicada quanto parece.






Como estava meio sem tempo tive que fazer o bolo em um dia e os outros 3 itens no dia seguinte, mas isso não alterou em nada a receita original. Meu único erro foi ter cortado o bolo em vários retângulos, como eu havia visto nas fotos, porque a receita que peguei estava com uma parte faltando e só fui reparar nisso depois de ter terminado tudo, quando li os reviews no site. Aliás, essa foi uma boa lição: leia sempre os comentários antes de começar a preparar a receita. Neste caso algum santo postou o parágrafo que estava faltando, que explicava justamente como cortar o bolo em 2 quadrados e 2 retângulos, e não em 14 retângulos como eu fiz. Mas no final das contas acabou dando tudo certo.



É uma sobremesa muito bonita (os meus ficaram meio tortinhos porque exagerei na generosidade das camadas, mas da próxima vez ficarão lindos!) e deliciosa, vale a pena todo o trabalho.
E a melhor parte é que meu marido amou, ai dele se não gostasse...